Texto: Eduardo Bernasconi / Fotos e vídeo: Fabiano Fonseca

O que há de tecnologia disponível em uma moto hoje em dia, pode ser encontrado na BMW S1000RR. Ela tem freios com ABS, controle de tração, anti-wheeling (recurso que impede que ela empine), quick-shifter para trocas de marcha sem uso da embreagem, piloto automático e por aí vai. Com 204 kg, motor quatro cilindros em linha de 199 cv, segundo a fabricante, e 11,5 kgfm de torque, é um jato que empurra muito em qualquer rotação. Diferente das antigas esportivas que eram afônicas em baixa rotação, sem força alguma até perto de 5.000/6.000 rpm. Confira no vídeo!

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Não dá para andar dentro do limite de velocidade. Primeiro pelo próprio desempenho e, segundo, por um fato triste: a violência cada vez maior nas grandes cidades, que aumenta o risco de roubo dessas superesportivas. Além disso, sair de farol passando marcha sem uso da embreagem, graças ao quick-shifter,  é muito prazeroso. Engatar primeira e ir passando marchas sem tirar a mão do acelerador ou ter de apertar o manete da embreagem é divertido. E isso pode ser feito para cima ou na redução. Um corte eletrônico entra em ação assim que o pé do pedal do câmbio se mexe e faz tudo em frações de segundo. Outro detalhe interessante do câmbio: na pedaleira há dois pontos de fixação para a haste de acionamento, assim d[a para inverter o câmbio. Isso facilita as trocas de marchas para um dia de Track-Day, onde a primeira fica para cima e o resto para baixo.

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Outra facilidade é o ajuste fino para um tocada precisa: há cinco modos de condução: Rain, Race, Sport, Slick e User. Cada um deles vai de nível -7 até +7, ou seja, 14 acertos para cada. Isso interfere especialmente em curva de torque e potência – muda a entrega da força. No caso do Rain (chuva) torque e potência diminuem, por exemplo, e ABS e controle de tração ficam mais ativos. No modo User o piloto escolhe se quer ABS ligado ou desligado, anti-wheeling, controle de tração ou se vai na raça, com a moto pura e sem eletrônica. O sistema de suspensão Dynamic Dumping Control permite diversas regulagens e se adapta ao piso.

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Durante os poucos dias que ficamos com a S1000RR, andando em trechos urbanos e rodovia, tanto a aceleração quanto frenagem impressionam. Alicatar o freio dianteiro é inacreditável: para DEMAIS! Em ruas e avenidas, ela entra em qualquer lugar e parece ser menor e mais leve do que realmente é. Na estrada, o piloto automático (opcional) é curioso para uma motoca esportiva e funciona muito bem. É o melhor recurso para não tomar multas em rodovias, pois dá vontade de andar com cabo enrolado o tempo todo, em velocidades dignas de perder a CNH.  Com o cabo torcido, o consumo de combustível é elevado e autonomia fica abaixo de 200 km (o tanque tem capacidade de 17,5 litros).

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Pela tabela, a BMW S1000RR começa em R$ 75.900 e está disponível em três colres básicas: vermelha, preto e a famosa tricolor.

Ficha técnica

Motor Quatro cilindros em linha, 999 cm³, DOCH, refrigeração líquidaDiâmetro x
Taxa de compressão 13,0:1
Potência máxima 199 cv a 13.500 rpm
Torque máximo 11,5 kgf.m a 10.500 rpm
Câmbio Seis marchas
Transmissão final Corrente (pinhão 17, Coroa 45)
Alimentação Injeção eletrônica
Suspensão dianteira Garfo telescópico invertido de 46 mm de diâmetro com 120 mm de curso e regulagem eletrônica (DDC)
Suspensão traseira Balança de alumínio mono-amortecida com 120 mm de curso e regulagem eletrônica (DDC)
Freio dianteiro Disco duplo flutuante de 320 mm de diâmetro com pinças radiais Brembo de quatro pistões e ABS
Freio traseiro Disco simples de 220 mm de diâmetro com pinça flutuante de um pistão e ABS
Pneus 120/70-ZR17 (diant.)/ 190/55-ZR17 (tras.)
Comprimento 2.050 mm
Largura 826 mm
Entre-eixos 1.438 mm
Altura do assento 815 mm
Peso 204 kg
Tanque de combustível 17,5 litros

Veja mais fotos abaixo!

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