O resultado das voltas rápidas com o Fluence GT em Interlagos (registradas na edição 131) foi, no mínimo, frustrante. Com  2m17s, era apenas o 12º colocado no FULLPOWER Lap. Na tabela atual, caiu para 15º… Mas, como um carro 1.8 Turbo equipado com câmbio manual de seis marchas poderia ser lento no circuito? Na época, o piloto Denis Dirani apontou o controle de tração como o maior vilão, pois impede a aceleração e não pôde ser desligado. Dois meses depois, o preparador Cristiano Sagrillo, da Union Motortune, jogou a culpa nos argentinos. Como?! É que o carro é calibrado pelos hermanos na fábrica e, segundo ele, “vêm com uma mistura muito rica”.

Para comprovar sua teoria, abriu os gráficos das medições realizadas em seu dinamômetro antes e depois de invadir a central eletrônica com um piggyback da Unichip. Original, marcou 185 cv, cinco a mais do que o divulgado pela Renault. Depois de uma emagrecida e diferentes parâmetros de avanço da ignição, bateu a marca de 200 cv. A partir das 3.000 rpm, quando o turbo está empurrando para valer, o torque começa a despontar em relação ao original e atinge 33,6 kgfm (contra 31 kgfm). “A pressão de 1,0 kg não pode ser aumentada, pois o turbo é pequeno e está no limite. Para mais rendimento, é necessário substituir a peça”, garante Sagrillo.