Quando a FPT iniciou o desenvolvimento de motores para a Copa Linea, a principal modificação foi a troca de turbo para dar mais de 250 cv aos bólidos de competição. Nas ruas, a história não é diferente e, se você tem um T-Jet na garagem, saiba que é fácil tirar potência de seu propulsor.

Segundo Bruno Herrera, preparador de São Paulo com alguns T-Jet modificados no currículo, “só na eletrônica, é possível ter um ganho de até 20 cv”, conta. Ele utiliza um piggyback para modificar parâmetros de pressão do turbo e alimentação, por exemplo, em um trabalho limpo e rápido. Mas, caso o proprietário não fique satisfeito, a troca do compressor e escape por outros maiores pode fazer o pequeno saltar dos 152 cavalos originais para 230 cv. “Com o aumento do turbocompressor, é normal haver perda de força em baixa rotação, devido ao lag gerado pela peça, que precisa de mais tempo para gerar pressão no sistema”, ressalva Herrera.

Na opção mais radical, é necessário reforçar a embreagem do pequeno, já que o torque aumenta proporcionalmente, assim como a diversão. “Se bem calibrado, o carro ainda atende o uso diário com conforto e mantém seu baixo nível de emissões”, completa o preparador.

No dinamômetro, o Punto apresentou 167 cv e 26,6 kgfm de torque: números maiores do que os divulgados pela Fiat. No FULLPOWER Lap, é o 12º tempo em Interlagos.