Alguém mais distraído vai olhar de relance e achar que é um Passat. Se olhar de longe, podem pensar que é o Virtus. Mas não. A Volkswagen finalmente revelou a nova geração do Jetta! Eles apresentaram o sedã durante o primeiro dia de imprensa do Salão de Detroit, no Estados Unidos, que acontece nesta semana.

O visual do carro segue as linhas já conhecidas por esses outros dois sedãs e ainda adota uma tendência comum na indústria atualmente, que é a grade hexagonal. O design tá mais moderno, sim, mais bonito até, porque o carro ficou mais largo e maior em comparação com o anterior (são 4,70 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,46 m de altura e 2,69 m de entre-eixos). Mas vai ter gente torcendo o nariz pela falta de personalidade (e pela perda da oportunidade de radicalizar um pouco mais, já que se trata de uma nova geração).

A boa notícia é que, pelo menos, ele agora é feito sobre a plataforma MQB. Com isso, abrem-se uma série de possibilidades para ele adotar tecnologias de ponta da marca, incluindo trens-de-força híbridos (ou meio híbridos) e recursos semi-autônomos. Por enquanto, as principais vantagens são o melhor aproveitamento de espaço e a dirigibilidade, que certamente ficou mais apurado, conforme a essência dos modelos que são feitos a partir desta arquitetura modular.

Por dentro, o Jetta segue as linhas que você pode ver no Polo no Brasil. O acabamento, claro, é mais refinado, mas o desenho é bem parecido e ele também tem como opcional o painel digital Active Info Display de 10,2 polegadas.

Não houve nenhuma mudança no motor. Continua o mesmo 1.4 TSI de 150 cv, o que não é uma má notícia, já que esse motor é bem esperto e eficiente. O câmbio, por outro lado, é novo: um automático de 8 marchas.